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A cavidade uterina é revestida por um forro especial de células chamadas endométrio. Elas estão capacitadas para receber a influência dos hormônios ovarianos transformando-se durante o ciclo menstrual para uma gravidez, ou quando esta não acontece, o endométrio é eliminado na menstruação. Estas células do endométrio existem apenas dentro útero onde permanecem ativas até a menopausa.

Endometriose é quando estas células, por alguma razão ainda não estabelecida, se localizam fora do útero, ou seja, nos ovários, na bexiga, nos intestinos e peritônio (forro interno da cavidade abdominal). Nestas localizações também sofrem influências hormonais e “menstruam”, porém este sangue não escoa como na menstruação normal, desta forma se acumulam em pequenos cistos que podem evoluir chegando a grandes cistos, por vezes no ovários de conteúdo achocolatado chamado endometrioma ou escapam para a cavidade produzindo alterações irritativas e inflamatórias entre os órgãos pélvicos.

A endometriose é uma doença que atinge perto de 15% das mulheres em idade fértil, está associada em metade deste contingente à infertilidade.

COMO SE DESENVOLVE A ENDOMETRIOSE?

Não há uma causa conhecida para explicar como se desenvolve a endometriose. Muitas teorias tentam explicar, mas nenhuma é convincente. Mesmo porque, existem relatos de endometriose em homens. Ela também pode se desenvolver nos pulmões, pele, não se restringindo apenas às mulheres e órgãos genitais e pélvico. Trata-se de um grande desafio para a medicina moderna.

Muitas mulheres apresentam endometriose sem nenhuma manifestação clínica, chamada endometriose assintomática. Sabe-se que perto de 15% das mulheres são portadoras de endometriose e perto de 45% são sintomáticos.

O QUE SENTEM AS MULHERES COM ENDOMETRIOSE?

As dores abdominais eaumentam nos períodos de pré-menstruação, cólicas menstruais, que aumentam progressivamente, dores nas relações sexuais nas penetrações profundas, e a infertilidade. As dores estão relacionadas aos fatores irritativos e inflamatórios que com o decorrer da evolução da doença vão promovendo aderências dos órgãos internos, tais como, alças intestinais, tubas, ovários, podendo ocupar locais excepcionais com apêndice, fígado e porção superior do abdominal.

A infertilidade acontece pelas condições adversas que o óvulo encontra na pelve antes de ser captado pelas tubas, determinando assim incapacitação do óvulo e alterações bioquímicas e estruturais. Existe uma associação de 30 a 40% entre a endometriose e a infertilidade. Nas pacientes sintomáticas há referências 60-80% de cólicas menstruais que pioram com o evoluir do tempo (dismenorreia), dor nas relações sexuais quando há penetração profunda 25-40% dor pélvica (baixo ventre) 30-50% e infertilidade de 30-40%. Pode ocorrer em menor proporção sangramento pelas fezes perto de 1% dor urinária com sangue (hematúria) 1-2%.

COMO SABER SE TENHO ENDOMETRIOSE?

A história clínica e um bom exame ginecológico. Os exames de imagens, tais como ultrassonografia endovaginal, tomografia computadorizada, ressonância magnética podem detectar coleções de sangue em ovários, região do fundo uterino com intestino, nos estágios iniciais estes exames podem nada detectar. O exame de melhor acurácia para diagnosticar e definir o grau de comprometimento é a videolaparoscopia.

Se você não sente dores ou cólicas menstruais, dor nas relações sexuais e já tem os filhos que deseja, nenhuma preocupação deve haver. Os sintomas da endometriose indicam uma investigação que pode ir desde um simples ultrassom ou exame ginecológico bem feito até à videolaparoscopia. Como citado acima, esse método é o melhor em termos de diagnóstico com vantagem de poder não só descobrir mas também, dimensionar o grau (estodiamento) e melhor ainda, tratar removendo os focos de endometriose utilizando métodos de corrente bipolar até o laser.

O QUE É VIDEOLAPAROSCOPIA?

É um procedimento endoscópico realizado em ambiente hospitalar sob anestesia geral, onde por meio de sistemas de mini-endocameras acoplados a um monitor de tv, tem acesso visual ao interior do abdome podendo visualizar com precisão alta resolução de imagens os órgão pélvicos e abdominais. Assim tem a vantagem de visualizar diretamente podendo inclusive tratar as lesões visualizadas simultaneamente com diversos meios de energia como o laser, a alta frequência e o bipolar. Também por esse método podem ser removidos os focos da endometriose ou destruídos pelas coagulações feitas com pinças bipolares ou pela vaporização a laser, desenvolvendo a fertilidade e a normalidade e reduzindo as dores pélvicas.

Uma das vantagens do videolaparoscopia é que a alta hospitalar é precoce (menos de 24 horas) e o retorno ao trabalho é muito rápido (3 a 5 dias).

ENDOMETRIOSE É UM TIPO DE CÂNCER?

Não. A endometriose é uma patologia benigna e não se relaciona com câncer. Apesar dela evoluir invadindo outros órgãos como a bexiga, ovários, intestinos, ela é passível de tratamento e controle.

Quanto mais precoce o seu diagnóstico melhor as chances de cura e gravidez. Saliento que a gravidez atua como forma de tratamento natural, assim como as atividades físicas.

QUAIS AS FORMAS DE TRATAMENTO?

Após um excelente diagnóstico, de acordo com a gravidade e localizações da endometriose, os tratamentos sempre serão combinados, ou seja medicamentoso e cirúrgico. Através da videolaparoscopia, os diagnósticos são delineados e as lesões destruídas com sistemas diversos, como coagulação e vaporização com energias de bipolar, laser, ou alta frequência. Em aproximadamente 1- 3% as lesões podem comprometer órgãos nobres como intestinos, bexiga, ureter com uma profundidade superior a 5mm podendo atingir a intimidade destes órgãos. Nestes casos mais graves a intervenção devem ser multidisciplinar com atuação de outras especialidades envolvidas como proctologia, urologia etc. Após os tratamentos videolaparoscópicos, com destruição ou retirada das lesões, segue-se um tratamento medicamentoso por 4 a 6 meses onde se busca suspender as menstruações com a utilização de drogas injetáveis mensais ou trimestrais conhecidas como análogos GNRH.

A seguir os controles se seguem com revisões que podem ser clínicas, ultrassonográficas, endoscópicas e até mesmo uma nova videolaparoscopia. O sucesso destas medidas terapêuticas é atingido com a melhora das dores pélvicas, e da fertilidade. Pode se inclusive estimular a gravidez espontânea ou conduzida por reprodução assistida, como forma secundaria de tratamento, já que a gravidez prolonga os efeitos inibitórios sobre as lesões endometrióticas.

Quais as mulheres que tem mais chance de serem portadoras de endometriose?

As mulheres que menstruam muito cedo antes dos 10 anos, que menstruam com grande volume e por muitos dias, as mulheres com potencial de stress, com perfil psicológico de irritabilidade, que se queixam de cólicas menstruais e dores nas relações sexuais. O fumo parece atuar como fator preventivo da endometriose.

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO

Algumas causas podem ser diagnosticadas como endometrioses, aderências pélvicas, tumores pélvicos como miomas, cistos funcionais e cistos ovarianos e tubários. Nas aderências pélvicas, observa-se alças intestinais, bexiga, trompas, ovários, epíplon (capa de gordura dos intestinos, aderidos colados aos órgãos que normalmente são livres). Estas aderências podem ser firmes ou frouxas sendo as primeiras causas de dores.

A videolaparoscopia pode liberar estas aderências com uma pequena intervenção com índice de sucesso muito superior às cirurgias convencionais. Aliás, aderências pélvicas surgem de cirurgias convencionais na maioria da vezes.

Outras causas de aderências, inflamação pélvica (doença inflamatória pélvica) é a endometriose. É uma doença onde o tecido tipo endométrio (forro interno do útero que menstrua) se aloja sobre os órgãos internos do abdome como ovários, bexiga, intestinos, trompas, ligamentos uterinos e ali, sofrendo influência dos hormônios ovarianos, também menstrua produzindo dores e inflamação local induzindo aderências e deformidades no órgão como útero, ovários e trompas, levando a modificações anatômicas e funcionais e consequentemente à infertilidade.

A videolaparoscopia pode identificar estes focos, dimensionar a gravidade e tratá-los adequadamente com vários recursos. Os tumores ovarianos ou cistos podem também ser tratados pela videolaparoscopia, preservando a reprodução e funcionalidade sem a radicalidade das cirurgias convencionais.

Outro fator importante na investigação da dor pélvica crônica é que perto de 20% das mulheres onde não se detecta nenhuma causa objetiva, o fator de violência sexual na infância ou adolescência como causas estupro, insatisfação sexual podem ser correlacionados como causas psicossomáticas.

Nos estudos ultrassonográficos algumas características podem sugerir algumas patologias, como: desvios uterinos, reforços dos contornos dos órgãos pélvicos, presença de cistos de conteúdo densos com debris (sugerindo endometriomas de ovários), grandes miomas subserosos que podem comprimir e produzir desconforto pélvico.

Mas uma boa consulta deve vir primeiro para afastar outras causas, osteoarticulares, renais, gastrointestinais, neurológicas. A videolaparoscopia é um recurso que muito cooperou nos diagnósticos e nos tratamentos das dores pélvicas crônicas.

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO

Em todas as partes de nosso corpo, existe uma referência de normalidade e de estética aceitável. As insatisfações com estes aspectos proliferam as clínicas de estética que colaboram nestas buscas do ideal almejado. Estes referenciais quando não encontrados causam complexos, traumas, bloqueios, insatisfações e infelicidades. A área da cosmetoginecologia resgata estes parâmetros de beleza, restabelecendo a autoestima, a segurança da sedução e a felicidade nos relacionamentos.

O que se pode fazer na ginecologia cosmética?

Na esfera masculina, predomina a insatisfação com tamanho, grossura, cor, bolsa escrotal, deformidades e aumento de curvaturas penianas, tamanho dos mamilos e das mamas hipertrófica (ginecomastia).

Na esfera feminina, predominam tamanho dos pequenos lábios vaginais, aumento da gordura supra púbica (capo de fusca), escurecimento, flacidez vulvar e vaginal, alargamento vaginal, impedindo relações sexuais prazerosas e com produção de ruídos e flatos (vento vaginal) que causam complexos e bloqueios, exuberância do clitóris ou redução do mesmo, que produzem incomodo durante as relações sexuais ou criam constrangimentos sexuais. Criando um vínculo sexual sem grandes envolvimentos e criatividades pelo fato dos bloqueios estéticos.

A estética genital não constitui doença funcional na sua grande maioria, exceto na hipertrofia de pequenos lábios que podem aumentar a incidência de fungos ou mesmo causar desconforto sexual (dispaurenia de penetração). Assim, a ginecologia cosmética adiciona diversos procedimentos minimamente invasivos já utilizados em medicina estética que podem ser realizados em ambiente ambulatorial sem internação hospitalar, com sistemas de anestesias locais e sem afastamento do trabalho.

Ponto G – Existe de fato ou somente uma miragem?

Evidências do ponto G: Dr. Ernest Gräfenberg em 1950 na Alemanha, descobriu uma área de hipersensibilidade tátil que anos mais tarde Kaplan e Master Jhonson definiriam como substrato erógeno.

A cerca de 4 cm da entrada vaginal na parede anterior pouco abaixo da bexiga uma área de intensa sensibilidade pressórica, definiria a respostas orgásticas feminina. A idade, menopausa, redução hormonal poderiam reduzir esta hipersensibilidade tornando a excitação mais difícil de ser atingida. Em artigo da revista “new scientist”, o médico italiano dr. Emanuelle Janini afirma ter comprovado existir o ponto G através de exames de ultrassom. Nove mulheres que relatavam orgasmos vaginais exclusivos (sem a estimulação do clitóris) apresentaram um espessamento entre a vagina e a uretra, e essa protuberância não foi identificada em outras onze mulheres que não sentiam prazer com o estímulo mecânico dessa área.

Onde fica o ponto g:

O médico norte-americano dr. David Matlock patenteou a injeção no ponto G como “g-shot”, sendo, pois o único que pode usar essa denominação nesse tratamento. Ele afirma que 87% das suas pacientes relataram melhora na capacidade de se excitar e de chegar ao orgasmo após a aplicação, o que careceria confirmação.

O dr. Matlock cobra US$ 1.850,00 dólares por aplicação de g-shot, que sugere repetir a cada seis meses, e cobra US$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos dólares) para a “dose-dupla”, prevendo o dobro dessa duração. No Brasil não podemos usar a marca g-shot, e os valores do tratamento sem “grife” são bem mais acessíveis.

O crescente número de médicos propondo aumento do ponto g, cirurgias de “rejuvenescimento vaginal” e “virgenização”, levou o colégio americano de ginecologistas e obstetras (ACOG) a alertar ao público sobre esses procedimentos, oferecidos como rotina na prática médica, sendo na verdade indicados apenas para tratar disfunções específicas (problemas de ordem psicológica, por exemplo, não serão beneficiados).

1 – clitóris 2 – meato uretral 3 – vagina 4 – abertura vaginal 5 – ânus

Sexualidade feminina: frigidez e anorgasmia

Frigidez ou baixa responsividade sexual foi um termo criado por Freud quando se referiu a mulheres com “falta de libido”. Embora caminhe para o desuso, é o mais usado pela população para significar “distúrbios do desejo sexual”.

A frigidez pode ser leve (orgasmo demorado, mas frequente), moderada (orgasmo raro, mas presente) e severa (orgasmo ausente ou anorgasmia), incapacidade de chegar ao clímax e gozar por falha na conexão “mente/excitação/genitais”.

As estatísticas indicam que atinge cerca de 30% das brasileiras. Pode ocorrer por falta de testosterona, (“hormônio do tesão” feminino), depressão, ansiedade, estresse, anti-hipertensivos, antidiabéticos, sedativos, tabaco, alcoolismo e outras drogas, conflitos conjugais, dificuldades financeiras, inabilidade do parceiro, confronto de gênios, falta de privacidade, insônia, cansaço físico ou mental, sobrecarga de trabalho, doenças orgânicas diversas, etc.

Se os exames de laboratório revelarem ser a causa o déficit de testosterona, por exemplo, a solução fica fácil, e ao corrigir o problema a vida sexual da mulher se normaliza. Identificado um medicamento responsável pelo quadro, um conflito, enfim, algo que impeça que a excitação sexual desencadeie o orgasmo, o problema se resolve com rapidez e facilidade.

Em alguns casos, identificar a(s) causa(s) pode ser bem difícil, exigindo equipes multidisciplinares de especialistas, exames laboratoriais às vezes disponíveis em poucos países do mundo, muitos deles difíceis de serem conseguidos no Brasil. Cabe lembrar as anomalias estéticas que acanham podem bloquear a estimulação sexual e causar frigidez por motivos banais, de fácil correção: alterações do clitóris (hipertrofia, hipotrofia, fimose), dos lábios vaginais (mucosa e gordura em falta ou em excesso, etc.), da cavidade vaginal, dos pelos, da pele da região genital, etc.

Himenoplastia

Himenoplastia, a cirurgia que refaz o hímen, surgiu na França, sendo realizada em todo o mundo, inclusive no Brasil, há mais de uma década. Virou moda nos EUA e Europa, o que talvez aconteça também no Brasil.

O rompimento do hímen pode ser consentido, acidental (por ferimentos, ingenuidade infantil, etc.), ou fruto de violência sexual / estupro, quando costuma deixar sequelas e conflitos psicológicos graves. Em muitas sociedades, a tradição, dogmas religiosos, etc., ainda impõem castidade (e virgindade) à mulher, e dela dispensam o homem. A mulher que “perdeu a virgindade” pode até tornar-se indigna do casamento! A declaração universal dos direitos humanos, ao estabelecer a igualdade entre os sexos, impõe que tais “diferenças” sejam abolidas. Pureza e honradez decorrem de caráter íntegro, não de hímen íntegro!

Ao “refazer a virgindade”, a himenoplastia permite conciliar a igualdade entre os sexos ao respeito a folclóricas tradições religiosas e sociais, e a liberdades individuais, como a fantasia de casar virgem, o capricho de reviver uma simbólica “primeira entrega”, reeditar a “lua de mel”, etc. Sempre que um hímen rompido coloque em risco os direitos da mulher, a himenoplastia poderá restabelecer em sigilo esse direito, evitando a reedição de injustiças, que ao longo da história humilharam, desonraram, discriminaram e fizeram sofrer, até mesmo condenando à prostituição bilhões de mulheres, pelo “delito” da perda de virgindade.

Refazer o hímen pode atender opção pessoal, convenções sociais, preceitos religiosos, fetiche, fantasia sexual, etc., mas configura um direito da paciente e um pressuposto de civilização que cabe aos médicos que a realizem respeitar, observando absoluto sigilo.

A himenoplastia é uma cirurgia simples, feita sob anestesia local, em apenas meia hora, com rápida recuperação, sem internação hospitalar. Se a paciente quiser recuperar a virgindade com a previsão de perdê-la em seguida, poderá manter relações sexuais 15 dias após a cirurgia. Apesar de questionamentos éticos, essa cirurgia é legalizada no Brasil, conforme o dr. Marcos D. Ricci, responsável por seu projeto de implantação no hospital das clínicas de São Paulo para vítimas de abuso sexual, ou sob pressão da família, por motivos religiosos.

A himenoplastia deve ser feita apenas em mulheres com até 35 anos de idade, e com no máximo dois partos normais, e consiste na “emenda” dos fragmentos do hímen persistentes na vagina. Quem a pretenda por motivos estéticos, como a fantasia de casar-se virgem, deve procurar serviço de ginecologia focada a estética cirúrgica que realize “cirurgias da intimidade”.

Pacientes adultas serão orientadas sobre possível sangramento e dor na primeira relação após a cirurgia; as infantis e as incapazes terão os pais, tutores ou responsáveis legais, como receptores de suas orientações.

Os serviços de medicina que realizam essa cirurgia nos EUA, na Europa, e em cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Florianópolis têm apresentado demanda crescente. Mas na maioria dos estados brasileiros, ainda é pouco solicitada. Será uma questão de tempo este tempo urge e é acelerado nas sociedades mais informada e consciente.

Labioplastia redutora

Consiste na redução dos pequenos lábios que podem por genética constitucional hipertrofiarem ainda na adolescência. Referem as mulheres portadoras destas alterações anatômicas se sentirem complexadas, com aumento da incidência de fungos e monílias, bem como desconforto nas relações sexuais com dificuldades e dores na penetração.

A cirurgia consiste em retirar o excesso de pele e mucosas em técnicas cirúrgicas com propósitos estéticos retirando hora as porções escuras ou retirando as assimetrias com diversas abordagens seja com cirurgia de alta frequência, laser, e colas biológicas ou com suturas com fios delicados que são absorvidos em 15 a 21 dias. Procedimento pode ser realizado em regime day hospital sem internação e que liberam as mulheres mais cedo e precocemente aos labores profissionais.

Este procedimento pode ser associado a outras técnicas de biomodulação como a bioplastia genital para promover uma harmonia entre os lábios menores que foram corrigidos e os grandes lábios que podem ser volumizados.

Perineoplastia e vaginoplastia

A vagina e o períneo são estruturas que se constituem por músculos que promovem a elasticidade da genitália interna e externa da mulher respectivamente. Por causas constitucionais, hipotrofia da musculatura pouco trabalhada na mulher moderna que passa maior parte de seu tempo sentada, dirigindo e sem atividades físicas voltadas a manutenção da parede pélvica, estes grupos musculares sofrem com estas consequências bem como obesidade, gravidez, partos vaginais, promovendo não somente alargamento da vagina, mas também relaxamento destes grupos musculares e exposição do reto (retocele) e da bexiga (cistocele) sendo denominados roturas perineais complexas.

As correções destas alterações funcionais dispõem na atualidade diversas técnicas cirúrgicas minimamente invasivas como os slings para correção das incontinências urinárias (perdas involuntárias de urina), uso de telas específicas para restauração da estática pélvica.

Modernos procedimentos com preenchimentos específicos líquidos e sólidos (pmma, ácido hialurônico, siloxano) e outros, promovem aumento de volume interno, proporcionando uma sensação de maior atrito durante as relações sexuais.

Hipertrofia e fimose clitoriana

O clitóris nas mulheres pode sofrer com flutuações hormonais sejam produzidos pelos medicamentos ingeridos ou mesmos naturais produzidos por alterações patológicas como hipertireoidismo, síndromes suprarrenal, obesidades e outras.

As cirurgias promovem a retirada do capuz clitoriano, fazendo com que o clitóris fique mais exposto e assim permitindo um maior atrito e contato durante as relações sexuais. A hipertrofia também pode ser corrigida cirurgicamente sem se retirar parte anatômica do clitóris, promovendo uma cirurgia estética onde se sepulta parcialmente o clitóris, harmonizando e equilibrando a genitália externa.

Rejuvenescimento genital

As alterações fisiológicas sobre a genitália, como envelhecimento intrínseco, menopausa e climatério, gravidez e anticoncepcionais, obesidades, diabetes mellitus, distúrbios hormonais (tireoide, suprarrenal, ovarianas) nutrição, podem levar a aparências de envelhecimento precoce com escurecimento genital, perda da elasticidade, perda do turgor da pele genital e sua texturas, produzindo aspectos de flacidez e enrugamento.

Diversas técnicas podem promover o resgate destas alterações inestéticas como os peelings genitais que produzem melhor o colágeno da pele, e da elastina, o laser para resurfacing dérmico devolvendo o aspecto jovial da pele genital, clareando e dando maior hidratação.

A utilização da luz pulsada ou dos lasers que podem ser utilizados para a depilação médica definitiva e assim melhorar os aspectos de clareamento, rejuvenescimento e principalmente a redução dos pelos, assegurando assim também o tratamento da foliculite genital e supra púbica (espinhas e acnes) que tanto incomodam as mulheres quando utilizam biquínis ou maiôs mais cavados.

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO

A Gynelaser oferece a oportunidade da realização de exames por meio de videolaparoscopia, um moderno equipamento para realizar procedimentos que no passado só eram realizados por cirurgias convencionais.

Este equipamento é uma pequena ótica (telescópio) que varia de 5 a 10mm de diâmetro. É introduzido pela cicatriz umbilical (um pequeno corte menor que 1cm), acoplada a uma mini câmera e gera imagens em um monitor de tv especial, permitindo a visualização de todas as estruturas abdominais como útero, trompas, ovários, intestinos, apêndice, vesícula e estômago.

Importantes diagnósticos e tratamentos são realizados por videolaparoscopia, como, por exemplo: Endometriose, dor pélvica crônica e aderências pélvicas que produzem dores e infertilidade.

Laparoscopia diagnóstica

Outros exames e cirurgias também podem ser realizados por laparoscopia. Por meio de pequenas incisões (menores que 0,5cm) na linha da calcinha, são introduzidos outros equipamentos como pinças, tesouras, etc. e realizadas cirurgias como retirada de miomas, retiradas do útero, dos cistos ovarianos, liberar aderências causadoras de dores pélvicas crônicas, recanalizar as trompas ligadas e ligadura das tubas.

O procedimento oferece como vantagem uma cirurgia sem cortes habituais, menor permanência hospitalar menor que 24 horas, menor custo, menor risco comparada com as cirurgias convencionais, menor sangramento, menor risco de infecções, preservação da anatomia funcional, retorno mais rápido às ocupações profissionais e rotineiras.

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO

Chamamos de ciclo menstrual o período que vai de uma menstruação a outra. Este período pode variar de mulher para mulher e, inclusive na mesma mulher.

Muitas mulheres acham que devem menstruar no mesmo dia do mês para serem consideradas regular, o que não é correto, pois o útero não conhece calendário.

Consideramos regulares os ciclos que têm a mesma duração com frequência semelhante na mulher, por exemplo uma mulher que menstrua de 22/22 dias é regular, outra menstrua de 38/38 dias também é regular. Nestes dois casos a menstruação começará uma semana antes e no outro caso uma semana depois e nem por isso são irregulares.

Quando a mulher faz suas anotações, o médico ginecologista pode ajudá-la a compreender as características do seu ciclo. Quando ocorre a primeira menstruação chamamos de menarca, logo após, por meses e as vezes até dois anos não devemos esperar ciclos regulares em adolescentes, pois o ovário quando inicia suas funções o faz de maneira incompleta, vindo atuar em sua total integridade após um período que pode ser de até 2 anos. Por isso, não se deve tratar ciclos irregulares em adolescentes que acabaram de menstruar pela primeira vez.

Os ciclos podem ser curtos, frequentes ou longos e não devem ser tratados a não ser que o período se estenda além de 38 dias ou menos de 22 dias. A duração do fluxo da menstruação é variável podendo ir de 2 até 6 dias. Fluxo superior a estes dias merece investigação, lembrando que distúrbios hormonais, presença de Diu, alguns miomas uterinos podem determinar fluxo prolongado. Juntamente com a menstruação acompanha um cortejo muito diversificado de sintomas, como dores nas mamas com aumento de volume em algumas mulheres, acne, ou seja, espinhas, cólicas, que conhecemos como dismenorreia que podem ser pré-menstruais ou menstruais. Com uma série de causas, para cada uma é necessário tratamento específico.

A mulher no período menstrual perde cerca de 150 ml de sangue, aproximadamente 3 a 4 absorventes por dia, o que não compromete o estado de saúde da mulher. Na gravidez não ocorre menstruação. Portanto, todo sangramento na gravidez tem um sinal importante para o médico avaliar, mas nunca será menstruação. No período de aleitamento natural, o fato da mulher, em cerca de 70% não menstruar, não significa que não engravide. No período da menstruação existe uma série de conceitos revestidos com muita superstição. Por exemplo, mulher menstruada não pode tomar banho de chuveiro, não pode lavar a cabeça que o sangue vai para a cabeça, que dor de cabeça é que a menstruação subiu à cabeça. Tudo isto e muito mais, nada é verdadeiro.

A higiene da mulher neste período deve ser maior, a lavagem do órgão genital mais frequente, pois o sangue acumulado na vagina em contato com o ar elimina um odor e a falta de higiene neste período aumenta os riscos de infecção vulvo-vaginal. Com relação aos exercícios, muitas mulheres deixam de fazer ginástica nestes dias, mas, ao contrário deveriam praticar, pois o exercício físico alivia as cólicas e dores nos membros inferiores. Muitas atletas jogam normalmente neste período. Recomenda-se neste período dieta com pouco sal, pois ocorrendo retenção de líquidos pode haver aumento das mamas e do abdômen. Esta dieta deve ser iniciada alguns dias antes de iniciar o fluxo.

Sobre higiene devemos lembrar que na época menstrual a vagina fica menos ácida o que facilita o crescimento de germes. Algumas mulheres relatam que as vezes percebem uma pele que acompanha o fluxo, a menstruação é a descamação do epitélio interno do útero, ou seja, o endométrio que se descama e com isto o sangramento as vezes vem com estes fragmentos de tecidos. Nada para se alarmar. Pelo exposto, toda mulher deve conhecer e saber qual o seu ciclo e fazer anotações mensais dos dias que chegam e quantos duram. Isto vai ajudar o médico a orientá-la para programar gravidez ou como evitá-la.

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO

O que é HPV?

A sigla denomina hominis papova virus, sendo, portanto, uma infecção virótica.

É muito comum no resultado da prevenção do câncer ou mesmo nas colposcopias (exame realizado com microscópio apropriado do colo uterino e vagina) a suspeita de HPV.

Essa infecção encontra-se presente na população numa frequência de 2.5% até 11%. Isto reflete comportamento sexual distinto. A princípio, manifesta-se de forma celular imperceptível no colo uterino, na vulva, na vagina ou no ânus. No homem, preferencialmente no pênis, próximo ao ostio da uretra e na mulher próximo ao canal cervical (orifício do colo uterino).

O diagnóstico inicialmente é colposcópio ou citológico. Já nesta fase observa-se alguma alteração nas células infectadas, que indicam ou sugerem ação viral por hpv. Mais tardiamente o hpv manifesta-se clinicamente com surgimento de verrugas nos genitais, conhecido como condiloma acuminato (crista de galo) (vírus de baixo risco oncogênico ou neoplasia intra epitelial (nic).

Observam-se hoje que muitos pacientes infectados são inativos sexuais ou mesmo crianças, indicando mais uma via de contaminação além da sexual. No homem o diagnóstico é realizado também por coleta de exames para citologia, primeiro jato urinário e peniscopia (semelhante à colposcopia na mulher). Os achados de ação viral em citologia propõem uma avaliação mais acurada pela colposcopia, investigando as áreas preferenciais do canal cervical, as zonas de substituição ou transformação zt (área de cicatrização do colo uterino).

O QUE DEVO LEVAR PARA A 1º AVALIAÇÃO?

Todos os exames que confirmaram o diagnósticos como colpocitologia, colposcopia, biópsia ou histopatológico, captura híbrida. Descreva os tratamentos já realizados e o tempo de ressurgimento após o procedimento. Exemplo: ácido tricloracético 80%,50%, 5 fluoracil, cauterização, crioterapia ou congelamento, alta frequência ou leep.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO HPV NA SAÚDE FEMININA?

Os vírus do hpv são classificados em números (1-2-3-4-15-72). Ao todo são 72 subtipos. Os sorotipos números (6-11-16-18-55) estão presentes em alguns cânceres de colo uterino. Ou seja, correlacionaram a infecção do hpv ao câncer de colo. Assim, o hpv é responsável pela gênese das neoplasias intra-epiteliais (nic) e carcinomas. Mais moderadamente, dispomos de um exame que classifica, quando presente o hpv, se este é de baixo risco para câncer.

Os tipos i e ii são identificados e modulam a forma de tratamento. Esse exame, chamado captação híbrida, pode ser obtido por coleta em consultório, onde fragmento ou mesmo um pequeno raspado do colo é suficiente para a análise.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

Na maioria da vezes a infecção pelo hpv é imperceptível. Nas rotinas ou check up ginecológicos através das citologias preventivas ou Papanicolau o pode-se detectar ou mesmo suspeitar de infecção pelo vírus do hpv.

Diante de um resultado de colpocitologia suspeito, avalia-se através da videocolposcopia, onde áreas suspeitas serão biopsiadas, ou seja, retira-se um fragmento do colo/ vagina e encaminha para exame. Por ser o vírus carcinogênico, isto é, pode induzir o câncer pode-se também realizar um exame mais especializado como a captação híbrida, onde se classifica o vírus do hpv se pertence ao grupo de alto risco para câncer ou baixo risco.

O vírus é classificado em números de 1 a 72 sendo os 6-11-16-18-55 os mais frequentes correlacionados ao câncer do colo uterino.

Lembre-se: o parceiro sexual também buscou diagnóstico e tratamento? Não poderá ser proposta a penioscopia realizado pelo médico urologista para detectar e fazer biópsia de lesões suspeitas.

O QUE É VIDEOCOLPOSCOPIA?

É um exame do colo uterino, vulva e vagina especializado onde se utiliza um equipamento ótico com diversos aumentos para aprofundar a observação da mucosa que reveste a vulva, vaginal e colo uterina. O colposcopio é semelhante a um microscópio com capacidade de aumentar de 6x a 45x a imagem observada, permitindo ao ginecologista a detecção de irregularidade que possam estar presente em todo o trato genital inferior o que a olho desarmado seria impossível de serem diagnosticado ou mesmo suspeitado.

Além dos aumentos óticos se utilizam líquidos que são impregnados na superfície vulvovaginal e cervical que evidenciam alterações especificas como o ácido acético a 3%-5% e a solução de schiller (lugol) a base de iodo que delimitam áreas suspeitas de inumares patologias inclusive as alterações sugestiva de hpv bem como diferenciando de outras patologias infeciosas como as colpites produzidas por fungos (cândida, tricomonas, gardenerella vaginalis) e outras(os).

ÓRGÃO GENITAL EXTERNO

As lesões precursoras do câncer de colo podem perfeitamente serem diagnosticas e promoverem biópsias dirigidas com maior precisão orientadas pela colposcospia. A colposcopia é um exame indolor, pode ser realizado a qualquer momento do ciclo menstrual exceto no período de fluxo menstrual e sangramentos uterinos abundantes. Pode ela também orientar tratamento e acompanhamentos pós tratamentos evidenciando o êxito ou a falência dos tratamentos.

A colposcopia pode ser acoplada a uma mini câmera e ser acompanhada pelo monitor de tv sendo possível gravar em vídeo as imagens ou mesmo fotografá-las em videoprinter as imagens e assim comparar futuramente as mudanças do colo uterino e das lesões pós tratamento. As imagens que são observadas iniciam pela visualização da superfície da vulva e da vagina, distribuição de pelos, coloração, áreas desnudas ou hemorrágicas, áreas claras ou hipercoradas ou mesmo avermelhadas ou descamativas, ulcerações, lesões bolhosas ou verrugas. Em seguida avalia a vulva após impregna-la de ácido acético e azul de toluidina. Com a introdução do espéculo localiza-se o colo uterino. Onde é avaliado sua forma tamanho coloração e presença de secreções. Em seguida avalia-se toda sua superfície e o orifício cervical (orifício este que permite o fluxo da menstruação).

ÓRGÃO GENITAL INTERNO

O epitélio do colo tem aspecto róseo nas proximidades do orifício cervical, onde existe o canal endocervical com um epitélio avermelhado. Esta junção dos dois epitélios do ectocervix e endocervix é chamado junção escamocolunar ou jec. área importante de inumares modificações significativas. Presença de glândulas, áreas de cicatrizações espontâneas, áreas de ectopias ou mais conhecidas como feridas do útero. Zonas de transformações típicas ou atípicas, vasos anormais e normais. Em seguida a esta observação procede-se a embrocação de ácido acético 3% ou 5% para evidenciar áreas sensíveis que se evidenciam com coloração esbranquiçada ou áreas acetobrancas, importantes na suspeição do hpv. Em seguida realiza-se a prova de schiller solução de iodo e iodeto de potássio a 3% onde o colo toma agora uma cor castanha claro mostrando impregnação de castanho escuro até o negro, compatível com atividade hormonal presente. Evidencia áreas suspeitas ou iodo negativa ou schiller positivas e orientam biópsias para estes locais mais propensos a exibirem patologias de grande significância.

Aspecto do colo uterino normal na videocolposcopia

As biópsias são retiradas de pequenos fragmentos demarcados pela colposcopia. São praticamente indolores e podem representar pequenos sangramentos após sua realização até por 2 dias sem nenhuma consequência ou tratamento. Outro exame que se pode obter durante a colposcopia são coleta de material para análise de secreção ou para citologia (papanicolaou) ou mesmo coleta especializada para captação híbrida para detecção e tipagem viral para hpv.

O QUE É NIC?

NIC também é sigla inglesa, neoplasia intra epitelial cervical podendo ser i, ii e iii (ou carcinoma microinvasor ou CA in situ). São conhecidas também a nomenclatura de displasia leve, moderada. Outra classificação mais moderna são conhecidas como de betherda, lesão de baixo grau ou lesão de alto grau. Portanto é uma forma de avaliar o grau de evolução e estado clínico da infecção pelo vírus do hpv. A nic i denominada lesão intra epitelial de baixo grau pode regredir em até 50% nas mulheres com boa qualidade de vida. Porém, as NIC ii iii denominadas lesões intra epiteliais de alto risco devem ser investigadas pela colposcopia, biopsiadas nas áreas suspeitas e logo a seguir avaliar os tratamentos para cada caso.

COMO TRATAR O HPV?

Primeiramente um bom diagnóstico com classificação do estado clínico. Se a lesão encontrada pela videocolposcopia e pela biópsia pode ser de baixo grau ou alto grau. Avaliação do parceiro sexual pelo urologista seja pela penioscopia ou biópsia.

Em seguida é discutido como paciente as alternativas com suas vantagens e desvantagens. Como não há medicação específica para tratar o vírus do hpv, todo tratamento visa erradicar de forma radical as células infectadas. Assim pode-se utilizar métodos mais antigos até os mais modernos. As antigas cauterizações podem ser utilizadas, porém destroem muito o colo uterino ou vagina ou a vulva podendo causar retrações fibroses e deformidades. Apresentam um alto índice de falha pois a infecção é multifocal, isto significa uma grande área coberta pela corrente elétrica produzindo calor e queimaduras.

Os métodos de congelamentos ou criocauterização em que se utiliza o gás carbônico, congela as áreas suspeitas. Assim falham muito, pois nem neste método como no anterior se tem a certeza da profundidade e das extensão da destruição das lesões. Os métodos cáusticos, como ácido triclorácetico ou 5 fluoracil, queimam destruindo sem aprofundar e são realizadas várias aplicações com resultados estéticos insatisfatórios na vulva como despigmentação, perda da pilificação (perda de pelos), retrações e cicatrizes. Em vulva a camada epidérmica não é totalmente atingida e assim os índices de recidiva são altos e falhos. Como vantagem, são baratos e podem ser realizados em regime de consultório. A cirurgia de alta frequência onde se utiliza uma corrente elétrica tem algumas vantagens, ela pode realizar a retirada de um pequeno ou grande fragmento como por exemplo um cone do colo uterino. Pode ocorrer sangramentos ou hemorragias quando não se observa os limites e não se respeita a anatomia vascular. Pode falhar pois pela multifocalidade algumas áreas podem não estarem representadas naquela amostra. Qualquer maior intervenção pode lesar o colo e mutilar a anatomia genital.

POR FIM O LASER CO2

O que o laser pode fazer no tratamento de hpv e condiloma?

O laser de co2 tem como vantagens a destruição das células onde se alojam o vírus do hpv de forma a respeitar as células e os tecidos sãos. Para se ter uma ideia, o mesmo laser é utilizado em tratamentos de rejuvenescimento. Estas características físicas do laser de co2, como acelerar a neoformação tecidual, com cicatrizações mais rápidas e com menor sequela como fibrose, retrações, perda da coloração da pele, perda da pilificação.

Em suma, o laser trata respeitando a normalidade e a estética. Entre outras vantagens citamos o menor dano térmico o que significa que o laser penetra no tecido em torno de 20 micrometros a 150 micrômetros, ou seja, o micrômetro ‘e milionésima parte do metro. O procedimento se realiza em regime ambulatorial sem necessidade de hospitalização com anestesia local ou leve sedação, podendo a mulher logo após a laserterapia ir para sua residência e dentro de 48 horas assumir suas ocupações profissionais. A regeneração da vulva, vagina e colo uterino é rápida podendo ser verificado em 21 dias uma epitelização completa, pois o laser estimula a regeneração aumentando as mitoses (processo de divisão celular).

Nos pacientes com condiloma acuminato (verrugas que surgem no trato genital inferior) sugere imunodeficiência. Os tratamentos convencionais são longos e de resultado insatisfatório com alto índice de falhas, pois as aplicações de ácido tricloroácetico ou 5-fluoracil são ineficazes pois não atingem a camada profunda. Produz irritação local, retração, deformidades, perda da pilificação.

O laser na vulva e vagina produz a destruição destas lesões com mínimo dano residual sem afetar a qualidade da pele e não produz retrações, cicatrizes ou deformidades vulvo-vaginais, mesmo quando o hpv acomete áreas sensíveis como o clitóris, pequenos lábios, fúrcula vagina e ânus.

QUAIS AS VANTAGENS DO LASER?

O laser ao contrário do imaginado não é uma arma. É um grande instrumento de trabalho. Sua delicadeza e precisão são algumas de suas vantagens quando aplicado no trato genital feminino. O laser produz uma interação com a água dos tecidos produzindo uma vaporização dos tecidos infectados pelo vírus do hpv com uma precisão milimétrica. Assim pode-se varrer com o laser de co2 destruído uma área tão pequena e tão pouco profunda que podemos aplicar sobre o clitóris ou nos pequenos lábios, no ânus sem comprometer sua estética ou funcionalidade.

O laser também interage com os tecidos alvo produzindo uma maior velocidade na cicatrização, melhora a epitelização (a formação de uma nova pele ou mucosa) melhora colágeno dos tecidos, reduz as fibroses e as retrações, produzindo um novo epitélio são, integro e normal em curto espaço de tempo. Os trabalhos internacionais que já utilizam o laser de co2 há mais de 20 anos conferem um índice de cura de 94% com baixo índice de recidiva.

O scanner é outro equipamento acoplado ao laser de co2 para minimizar seus efeitos e melhora sua aplicação com melhores resultados estéticos sem reduzir sua eficácia. O mesmo laser de co2 com scanner são utilizados na cirurgia plástica para realizar o resurfacing, para rejuvenescer e dar uma novo aspecto na pele facial.

O LASER PODE SER APLICADO EM TODA A VAGINA?

A laserterapia pode ser aplicada na vulva, períneo, vagina, ânus e colo uterino, bem como também no pênis. Como o vírus do hpv na sua forma de condiloma pode afetar toda esta região, o laser de co2 pode ser utilizado sem restrições.

A LASERTERAPIA PRECISA DE INTERNAÇÃO?

A vantagem da laserterapia é que ela é feita sem necessidade de internação. O procedimento é realizado em ambiente cirúrgico com anestesia local com imediata liberação da mulher para sua residência.

São surpreendentes os resultados e na reepitelização são raríssimos os casos de internação hospitalar e necessidades de outras forma de anestesia como nos grandes condilomas que atingem grandes áreas da vulva.

Perineais que podem ser feitas em diversos tempos. A grande maioria da laserterapia é realizada em um único procedimento.

HÁ PESSOAS MAIS PREDISPOSTAS AO VÍRUS HPV?

Por ser considerada doença sexualmente transmissível DST, implica maior incidência entre os que praticam sua sexualidade com múltiplos parceiros. Entre as mulheres fumantes observam maior incidência. Em pessoas imunodeprimidas sejam por doenças adquiridas como AIDS ou pacientes em uso crônicos de corticoides ou imunosupressores.

Podem ser associados ao tratamento em pacientes com as características acima descritas ou em pacientes com resistência ao tratamento ou falhas de respostas terapêuticas a associação do laser de co2 ao interferon que é uma medicação modulada pela engenharia genética que visa destruir os vírus do hpv em menor tempo com melhores chances de cura e menores índice de fracassos terapêuticos.

COMO É FEITO O CONTROLE DO PÓS TRATAMENTO DO HPV?

O controle é realizado por um ano conjugalmente se houver parceiro fixo, acompanhado pela colpocitologia e pela videocolposcopia. Os intervalos variam na literatura internacional de trimestral, quadrimestral ou semestral.

É recomendada a utilização de preservativos femininos ou masculinos nos primeiros 6 meses para evitar infecção cruzada frente as falhas terapêuticas no casal.

A vantagem do laser de co2 é que pode ser repetido o procedimento mais de uma vez, o que não acontece com a cirurgia de alta frequência ou leep, os ácidos cáusticos, as cauterizações, que se limitam pelo alto poder de destruição tecidual produzindo perda de tecidos e funcionalidade anatômica.

COMO É A METODOLOGIA DE TRABALHO PARA A REALIZAÇÃO DA LASERTERAPIA?

Você pode realizar a laserterapia uma vez diagnosticado, seja pela colpocitologia confirmada com a biopsia, colposcopia, ou captura híbrida. Logo após a realização você receberá um relatório para informação do seu médico.

Serão realizadas previamente videocolposcopia com documentação em videoprinter (foto) e uma revisão com 60 dias com nova documentação em videocolposcopia e printer.

Transmissão perinatal do papilomavírus em neonatos: relação entre taxa de infecção e tipo de parto.

As diversas maneiras de transmissão do hpv como a perinatal indicam altas taxas de infeção vertical oscilando entre 55% a 73%. Até o momento não se conhece as formas em que esta transmissão ocorre como se conhece bem nas transmissões de HIV, hepatite B e herpes simples.

Este estudo avalia recém nascidos de mãe infectadas com hpv em 301 gestantes com hpv 16-18, as mães foram verificadas com coleta de material cervical vaginal e dos recém natos de mucosas oral e genital. Um grupo controle de mulheres sem infeção 30 serviu como controle. Gestantes contaminadas 22,6% total de 68/301, sendo 35 parto vaginal e 33 parto cesário. Das pacientes parto vaginal 27/35 apresentavam dna hpv 16 e 2/35, dna hpv 18 e 6/35 de ambos os tipos.

Das pacientes de parto cesário, 26/33 tinha dna hpv tipo 16 e 2/33 dna hpv tipo 18 e 5/33 ambos os tipos. As taxas de transmissão do hpv 16/18 ao nascimento foi de 39,7% 27/68, independente da via de parto. Dentre os 27 neonatos hpv +, 18 nasceram de parto vaginal e 9 nasceram de parto cesário. Não havendo significância na incidência de infeção perinatal pelo hpv nos tipos 16- 18.

Em relação aos locais de coleta positiva 39,7% dos recém-nascidos hpv +, foram da mucosa oral e 30,9% da mucosa genital. Das paciente de grupo controle nenhum recém nato foi verificado a presença de dna hpv. A transmissão do hpv pode ocorrer intrauterina, perinatal e pós natal.

Algumas descrições de papilomase laringea juvenil, condiloma acuminato congênito, presença de dna hpv em pele, cavidade oral em recém natos de parto cesário sugerem que a infeção do hpv pode ocorrer pôr via transplacentária. Portanto, a cesárea não é medida de prevenção da infeção do hpv.

Este estudo continua em andamento para verificar a persistência do hpv pôr 6 meses ou anualmente. Se houver persistência será aconselhável uma imunização por hpv como estratégia preventiva.

tseg c j, liang cc, soong yk pao cc obstet gynecol. 1998 ; 91 :92-9

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO

No início dos anos 60 o mundo o mundo ganhou de presente as pílulas anticoncepcionais femininas. Temida e criticada no início, hoje já não mais se discute sua finalidade no planejamento familiar no mundo moderno. Os casais assumiram este controle sobre o número de filhos e quando desejariam tê-los. Poderiam viver o amor em toda sua plenitude sexual com responsabilidade paternal e maternal. Até os dias de hoje muito se evoluiu. A indústria de tecnologia farmacêutica avançou com novas composições de hormônios com menos efeitos colaterais e menores dosagens e com alta eficácia.

Hoje não mais se discute sobre os efeitos deste invento que faz parte da vida de milhões de casais. Os benefícios superam os riscos. Porém, neste mesmo intento, inúmeros outros métodos anticoncepcionais vieram contribuir com as buscas de tranquilidade e segurança da mulher, desejosa de planejamento familiar.

Veja:

IMPLANTES

Os implantes subdermicos (implanon), colocados abaixo da pele do braço, podem oferecer uma cobertura anticoncepcional por 3 anos com uma vantagem de menor dosagem hormonal e levando perto de 70% a uma ausência de menstruação amenorreia) e 30% com perdas menstruais reduzidas (hipomenorragias).

DIU

Os DIUS acrescidos de hormônios (mirena) colocados dentro do útero com cobertura proteção anticoncepcional por 5 anos com índice de amenorreias e hipomenorragias semelhantes ao métodos anterior, oferecendo uma proteção ao endométrio (forro interno do útero), proporcionado uma menor perda menstrual sendo útil na correção de algumas anemias resistente a tratamento clinico.

ADESIVOS HORMONAIS

Os adesivos dérmicos (evra) pequenos fragmentos para serem fixados 1 x na semana (3 semanas no mês) para absorção dérmica também oferecendo segurança com baixas dosagens. Este método permite que as menstruações ocorram ciclicamente.

ANÉIS VAGINAIS

Os anéis vaginais (novaring) são utilizados intravaginalmente, colocados de forma fácil logo após a menstruação permanecendo por 3 semanas. Este método não interfere com os fluxos menstruais. A sua permanência não interfere com a pratica sexual.

Quais as vantagens destes métodos?

Todos este métodos citados tem como vantagem a absorção vaginal, intra dérmica, extra dérmica e intra uterina evitando a absorção gástrica como os anticoncepcionais orais evitando a fase hepática, agindo diretamente sobre os órgão alvos, beneficiando muitas pacientes com intolerância aos medicamentos orais. Outra vantagem é o controle sobre as perdas menstruais excessivas evitando o aprofundamento das anemias e proteção do endométrio.

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